Centenas de escolas na região Centro precisam de intervenção

Fotografia: CCDRC

Coimbra foi o cenário de um momento que o Governo classifica como um passo decisivo na reforma do Estado. Numa cerimónia que contou com vários ministros, tomaram posse os novos vice-presidentes da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). A grande novidade é a estrutura inédita de sete vice-presidentes, que passam a ter pastas específicas como Educação, Saúde, Ambiente e Cultura. O objetivo, segundo o Ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, é combater o centralismo e garantir que as decisões sobre a região deixam de ser tomadas em Lisboa para passarem a ser decididas por quem conhece o terreno.

Presente na cerimónia, o Ministro da Educação, Fernando Alexandre, lançou um alerta importante: centenas de escolas na região Centro necessitam de obras de conservação. O governante sublinhou que a nova equipa regional terá um papel fundamental na identificação destas fragilidades e no planeamento do investimento. Para o ministro, a eficácia das políticas nacionais depende desta dimensão regional, que permite canalizar recursos de forma racional e eficiente, garantindo uma educação de qualidade em todo o território.

Também a Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, reforçou que as políticas públicas já não podem ser concebidas de forma compartimentada. A nomeação de vice-presidentes setoriais visa uma administração pública mais articulada e próxima dos cidadãos, capaz de responder às realidades específicas de cada concelho. Este processo de desconcentração de poder para as CCDR surge a par da descentralização para municípios e freguesias, consolidando um trabalho que o Governo pretende levar a cabo para tornar o Estado mais ágil e menos dependente da capital.