Câmara marca reuniões individuais com associações

Fotografia: Câmara Municipal de Aveiro

O destino das 17 associações que ocupam o primeiro andar do Mercado Municipal de Santiago continua a ser um dos temas quentes na autarquia de Aveiro. Devido às obras de requalificação previstas para o edifício, estas coletividades terão de desocupar os espaços que utilizam atualmente, o que tem gerado preocupação quanto à continuidade das suas atividades. Numa reunião recente entre os dirigentes associativos e os vereadores Rui Santos e Ana Cláudia Oliveira, os representantes das entidades saíram ainda sem uma solução concreta para a sua localização temporária, embora tenham conseguido adiar a saída imediata que estava prevista para esta semana.

A Câmara de Aveiro assegura que o processo será feito através de um diálogo constante e personalizado. A vereadora com o pelouro dos Mercados e Feiras prometeu agendar reuniões individuais com cada uma das associações para compreender as dinâmicas específicas de cada projeto e avaliar as soluções mais adequadas para cada caso. O objetivo é que a desocupação do mercado, que acabará por acontecer de forma inevitável para permitir o avanço das obras, seja feita com o menor impacto possível no serviço que estas instituições prestam à cidade.

Apesar de o calendário inicial apontar para o início de março, a autarquia aceitou flexibilizar os prazos, deixando a nova data de saída em aberto enquanto decorrem as negociações. Entre as entidades afetadas está, por exemplo, a Associação de Dadores de Sangue do Concelho de Aveiro, que sublinha a necessidade urgente de encontrar espaços alternativos que permitam manter o apoio à população. Para o município, esta requalificação é um passo necessário para a modernização do mercado, mas o desafio passa agora por garantir que o tecido associativo de Aveiro não perde a sua “casa” durante o período de intervenção.