NERC denuncia atrasos nos apoios após tempestades

Fotografia: Câmara Municipal de Coimbra

Mais de um mês após a passagem da tempestade Kristin, muitas empresas da região de Coimbra continuam sem respostas para retomar a atividade. O alerta chega da NERC, a Associação Empresarial da Região de Coimbra, que denuncia que as linhas de crédito de apoio estão a chegar a um número muito limitado de negócios.

Segundo a associação liderada por Horácio Pina Prata, os bancos estão a tratar estes pedidos de auxílio como se fossem empréstimos convencionais, exigindo garantias e hipotecas que as empresas, fragilizadas pela tempestade, não conseguem assegurar. A NERC critica também a demora das seguradoras na realização de peritagens e na entrega de adiantamentos, fundamentais para a reparação urgente de instalações e equipamentos.

Para ultrapassar este bloqueio, os empresários exigem que o Governo simplifique os processos, permitindo, por exemplo, que os danos sejam validados por uma autodeclaração dos contabilistas. A associação está agora a trabalhar em conjunto com as congéneres de Leiria e Santarém para apresentar ao Executivo um plano de medidas mais pragmático, que responda às necessidades reais de quem está no terreno a tentar reconstruir o que o mau tempo destruiu.