O ensino profissional em Portugal está a trabalhar com orçamentos de 2010. O alerta é da ANESPO, a associação que representa cerca de 200 escolas, que denuncia a falta de atualização no financiamento dos cursos há mais de 15 anos.
Segundo o presidente da associação, Amadeu Dinis, a inflação acumulada já ultrapassa os 30%, mas as tabelas de financiamento permanecem estagnadas. Esta carência de recursos é sentida de norte a sul do país, dificultando a missão de escolas que, atualmente, acolhem mais de 50 mil alunos.
Apesar do cenário crítico, há uma luz ao fundo do túnel: o Governo assumiu o compromisso de reforçar as verbas para o próximo ano letivo. A percentagem exata deste aumento deverá ser conhecida até ao final de abril. Para os dirigentes escolares, este reforço é vital não só para a qualidade do ensino, mas também para garantir a integração de alunos imigrantes, que já representam cerca de 15% dos estudantes do setor.







