O Presidente da República, António José Seguro, encerrou na passada sexta-feira a sua Presidência Aberta com uma visita emotiva aos concelhos de Leiria e da Marinha Grande. O roteiro foi marcado pelo contacto direto com famílias e empresas que ainda lutam para recuperar dos estragos causados pela tempestade de 28 de janeiro.
Em Leiria, o Chefe de Estado conheceu histórias de superação, como a do artista Ricardo Salanga, que, mesmo desalojado, encontrou na pintura uma forma de recomeço. O Presidente elogiou o modelo de resposta municipal “Reerguer Leiria”, sugerindo que a centralização de serviços no Mercado Santana deve servir de exemplo nacional para futuras situações de crise. A visita incluiu ainda passagens pela Escola de Marrazes, onde os danos nos equipamentos desportivos ainda são visíveis.
Já no litoral, na Praia da Vieira, o cenário foi de maior tensão, com os moradores a partilharem a sua frustração perante a erosão costeira e a demora nas respostas institucionais. Na Mata Nacional de Leiria, o cenário de destruição florestal é também severo, com o ICNF a destacar a queda de árvores históricas devido à violência dos ventos da depressão Kristin.
A jornada terminou no setor industrial da Marinha Grande, com uma visita à Empresa Industrial da Borracha. A unidade, que perdeu mais de dois mil painéis solares e sofreu danos graves nos seus pavilhões, simboliza o desafio das empresas locais que, apesar dos custos acrescidos e das quebras na produção, mantêm o esforço de reorganização para garantir a continuidade da atividade económica na região.







