A Estação Nova, em Coimbra, passou formalmente para a gestão da Câmara Municipal por um período de 50 anos. A presidente da autarquia, Ana Abrunhosa, destacou que o espaço representa a memória e a identidade da cidade, mas assume-se sobretudo como o futuro, funcionando como uma nova porta de entrada para o turismo, cultura, inovação e valorização da Baixa de Coimbra.
O contrato de subconcessão foi assinado com a Infraestruturas de Portugal e abrange uma área superior a 5000 metros quadrados, incluindo o edifício da estação. O investimento global previsto ronda os 16 milhões de euros e vai permitir criar espaços para empresas, formação tecnológica, atividades culturais e a instalação da Agência Municipal para o Investimento e Inovação. O projeto prevê ainda uma praça pública na zona das antigas plataformas, reforçando a ligação pedonal e ciclável ao metrobus.
Na mesma cerimónia, o vice-presidente da IP, Carlos Fernandes, reafirmou a intenção de abrir o troço do metrobus até Coimbra-B antes do início do próximo ano letivo. O evento contou também com a presença do ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, que defendeu a dimensão metropolitana da região e lembrou que, com a Alta Velocidade, Coimbra vai ficar a cerca de 40 ou 50 minutos de dois aeroportos internacionais.
Paralelamente, a Câmara e a IP assinaram outro acordo válido por 15 anos para a gestão de 8 parcelas de terreno junto ao IC2, num total de quase 27000 metros quadrados. A autarquia vai assumir a requalificação e limpeza destes espaços, que vão ser usados para estacionamento, cais de embarque e zonas de apoio ao transporte público, incluindo a melhoria da paragem de autocarros expresso na Rua do Padrão.







