A Câmara de Aveiro já contabilizou os estragos provocados pelas sucessivas tempestades de vento e chuva que fustigaram a região nos meses de janeiro e fevereiro. Segundo o vice-presidente da autarquia, Rui Santos, os prejuízos totais ascendem a cerca de dois milhões de euros. O relatório detalhado foi enviado à tutela na passada terça-feira, assinalando o fim de um período crítico para a Proteção Civil municipal, que agora se foca na validação dos danos e na recuperação das infraestruturas afetadas.
O balanço aponta para dezenas de situações que requerem intervenção urgente. No que toca à habitação, foram registadas 31 candidaturas de particulares que viram as suas casas danificadas pelo mau tempo. Mas os estragos estendem-se também aos equipamentos públicos: o Centro Cultural de Eixo, várias escolas do concelho e a sinalização vertical sofreram danos consideráveis. Uma equipa técnica da autarquia está já no terreno a validar cada caso para que os apoios e as obras de reparação possam avançar o mais rapidamente possível.
Além dos edifícios, a fúria das águas deixou marcas profundas na rede viária e nos recursos hídricos. O relatório destaca vários rombos nas margens do rio e abatimentos de estradas importantes, como é o caso da Estrada Nacional 230. Estas infraestruturas são vitais para a mobilidade e segurança da população de Aveiro, pelo que a autarquia espera agora uma resposta célere do governo central para financiar a reconstrução e garantir que a normalidade regresse em pleno às zonas mais atingidas pelo inverno rigoroso de 2026.







