Na sexta-feira passada, no Dia Mundial do Sono, a Universidade de Aveiro levantou a voz contra a automedicação e o uso excessivo de fármacos para dormir. Daniel Marques, investigador e professor da UA, defendeu que é urgente dar mais formação aos profissionais de saúde para que o sono passe a ser uma pergunta obrigatória em todas as consultas de rotina.
O especialista, que integrou a equipa europeia de revisão das orientações para o tratamento da insónia, alertou que as famosas benzodiazepinas não devem ser a primeira escolha de tratamento. O uso destes medicamentos acarreta um elevado risco de dependência, devendo privilegiar-se a intervenção psicológica especializada.
Com cerca de 12% da população mundial a sofrer de insónia crónica, o investigador da Universidade de Aveiro deixa um apelo à literacia: é preciso combater a desinformação e garantir que os doentes são devidamente informados sobre os efeitos adversos dos suplementos e medicamentos que tomam para tentar descansar.







