A falta de efetivos da Polícia de Segurança Pública dominou o debate na última reunião descentralizada da Câmara de Leiria, em Bidoeira de Cima. O presidente da autarquia, Gonçalo Lopes, alertou que a PSP local está a operar num regime de “gestão da escassez”, com um número de agentes insuficiente para acompanhar o crescimento populacional e o aumento de ocorrências no concelho.
O autarca sublinhou que os investimentos municipais em viaturas ou sistemas de videovigilância perdem eficácia sem o reforço de meios humanos, dando o exemplo de salas de operações que, por vezes, não têm operacionais disponíveis para monitorizar as câmaras. “Podemos oferecer motas, carros e câmaras, mas se não houver pessoas, não adianta”, afirmou Gonçalo Lopes, reforçando que a solução depende de políticas nacionais de recrutamento e atratividade das forças de segurança.
A oposição, através dos vereadores do Chega e do PSD, também manifestou preocupação com os dados do último Relatório Anual de Segurança Interna (RASI). Foram pedidos reforços de patrulhamento em zonas críticas como o centro histórico, o Parque do Avião e o percurso Polis, além da manutenção da esquadra de Marrazes. O município deverá agora convocar o Conselho Municipal de Segurança para pressionar o Governo por respostas mais robustas para o território.







