Obras na Sé de Viseu arrancaram e vão durar até agosto

Fotografia: Jornal de Notícias

A Sé de Viseu está a ser alvo de uma das intervenções mais profundas da última década, num esforço de conservação que se prolongará até agosto deste ano. Com um investimento superior a um milhão de euros, os trabalhos focam-se na preservação e valorização de um vasto património artístico que inclui retábulos, esculturas e painéis de azulejo. Esta fase do projeto abrange áreas fundamentais da catedral, desde os claustros e a capela de São João Baptista até à torre sul e à sala do Museu de Arte Sacra, garantindo que a riqueza visual do monumento se mantenha viva para as gerações futuras.

A recuperação é minuciosa e toca em quase todos os materiais que compõem a Sé. Ao nível das madeiras, as equipas estão a trabalhar no pavimento da capela-mor, em diversos bancos e até no suporte dos sinos da torre do relógio. No exterior, a intervenção estende-se ao emblemático catavento, aos gradeamentos e aos elementos em pedra, como o histórico passeio dos cónegos. O objetivo é travar o desgaste do tempo e devolver o esplendor original a peças de vulto que fazem parte da identidade religiosa e cultural da cidade.

Para garantir que estas obras não interrompem a vivência espiritual e turística do espaço, a equipa de coordenação estabeleceu um plano rigoroso que articula o estaleiro com o calendário das celebrações litúrgicas. Embora o Museu de Arte Sacra tenha períodos de encerramento previstos para estas intervenções, a Sé de Viseu prepara-se para sair deste processo mais resiliente e renovada, reafirmando o seu papel como o principal “porto seguro” da história e da fé na região.